Em 20 de junho de 2014, eu compartilhei aqui um artigo que fala sobre a existência de bactérias na placenta. No ano passado a polemica não apenas continuou, mas ganhou novos argumentos. Leia o artigo da Nature em: https://www.nature.com/articles/d41586-018-00664-8
quarta-feira, 6 de março de 2019
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Más de 4.800 casos de sarampión en Italia por los movimientos antivacunas
Más de 4.800 casos de sarampión en Italia por los movimientos antivacunas: Más de 4.800 casos en 2017. La situación preocupa seriamente a Europa: Italia está viviendo una epidemia de sarampión que no sólo multiplicó los casos sino que está hospitalizando a cuatro de cada diez niños afectados. El promedio de edad fue de 27 años y la incidencia más alta fue en bebés menores de un año de edad.
domingo, 18 de junho de 2017
Os fatos da ciência mostram que estamos afinadas com o que há de melhor.

Nos dias 16 e 17 de junho de 2012 estávamos na rua divulgando informações de qualidade, contra uma decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro - CREMERJ - que passou a proibir e punir disciplinarmente os médicos que participam da atenção aos partos domiciliares.http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/parto-em-casa-divide-especialistas-veja-opinioes-favor-e-contra.html
Contamos com a participação ativa de autoridades como a Enfermeira Obstétrica Heloisa Lessa e o pesquisador Michel Odent.

Agora, 5 anos depois, vemos a ampla divulgação dos resultados de uma das pesquisas que mostram que o parto domiciliar não é apenas seguro, mas pode ser MAIS seguro que os partos assistidos em hospitais: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/06/partos-caseiros-sao-menos-arriscados-do-que-os-de-hospital.html
sábado, 18 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Há 85 anos, mulheres conquistaram direito ao voto
POR JAIR DOS SANTOS CORTECERTU http://acervofolha.blogfolha.uol.com.br/2017/02/24/ha-85-anos-mulheres-conquistaram-direito-ao-voto/
Em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Código Eleitoral Provisório do governo Getúlio Vargas, as mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar nas eleições nacionais. O código permitia que somente mulheres casadas, viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.
Apenas no Código Eleitoral de 1934, com a pressão das sufragistas e a queda das restrições do código anterior, o pleno exercício do voto feminino foi efetivado, mas a obrigatoriedade do voto era destinada ao eleitor masculino. O voto feminino só passou a ser obrigatório em 1946. Homens e mulheres analfabetos conquistaram direito ao voto em 1985.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Pequeno diamante numa excelente entrevista concedida por Michel Odent à Judith Woods ontem - Jornal "The Telegraph":
"My books are not for pregnant women to read. Their time is too precious, they should be looking at the moon, singing to their unborn baby, and contemplating."
Para ler a entrevista na íntegra acesse:http://www.telegraph.co.uk/women/mother-tongue/11694458/If-all-births-are-medicalised-then-what-function-does-a-midwife-have.html
sábado, 13 de junho de 2015
PLACENTAL TRANSFUSION FOR NEONATAL RESUSCITATION AFTER A COMPLETE ABRUPTION
by, Lisa-Marie Sasaki Cook, BSN, RNC-OB, C-EFM, ICCE, CDJune 9,2015
In the potentially fatal event below, a cord blood infusion really put into practice everything we already know about delaying cord blood clamping – the increased provision to the neonate of oxygen, red blood cells, stem cells, immune cells, iron reserves, and blood volume.
It was wonderful was seeing this baby go home with no apparent sequellae after a complete abruption at birth.
The mom was 17 years old and 27+5 weeks gestation when she arrived at our hospital for GBS bacteriuria, lower back pain and abdominal cramping. She stayed on our antepartum unit for five days due to cervical dilation 1-2 cm and received antibiotics and Betamethasone.
On day six, the mom complained of contractions around 0800. The resident checked her, she was 5 cm/80% and uncomfortable. We started her on Magnesium for neuroprotection, as ACOG recommends. We started her on a Magnesium Sulfate 6 gram loading dose and continued the Magnesium at 2 grams/hr.
At 1600 she was found to be 7 cm dilated and requesting an epidural. Four hours later, as she began to push, the baby began having prolonged decelerations. She brought the baby down quickly while experiencing tachysystole. With the last few contractions, the fetal heart rate plummeted as she pushed out her 1120 gm infant along with an abrupted placenta.
The baby’s pale, lifeless body was received by the NICU team. The physician carried both the baby and placenta to the warmer. For seven minutes, the pulsating placenta infused blood into the baby while the NICU team began to resuscitate the baby. Within the first minute, the baby gasped and cried while we watched in awe as this hypovolemic baby began to cry and turn pink as the doctor continued to hold the placenta above the baby. Baby’s APGAR scores were 7 at one minute and 8 at five minutes. CPAP and Neopuff was all the NICU team used to stabilize this neonate. Baby’s initial CBC: 10.1>15.8/46.3<272 span="">272>
Had we done what was “usual” and clamped the cord, would there have been enough blood cells for a successful resuscitation?
The time that it would’ve taken for them to crossmatch a sample then give adult blood with no stem cells would have been enough time for hypoxemia to occur. The baby received no blood transfusions during her hospital course of care and went home after about seven weeks of care.
Studies have also shown a reduction in newborn anemia; need for transfusion, intraventricular hemorrhage and necrotizing entercolitis. Other studies have found an increased risk for polycythemia and jaundice. In the event that hypovolemia be suspect, a cord blood infusion would be preferred and beneficial with the later treatments for possible polycythemia and jaundice provided if necessary. Based on new data and the current literature that profoundly encourages a delay in cord blood clamping, in the rare instance of a complete placental abruption this event could be modeled to save an infant’s life. This really impacted our hospital and we have since been able to do this in another case. My hope is that you’ll be able to glean wisdom from our experience.
Resources:
“Perspectives on Implementing Delayed Cord Clamping,” Nursing for Women’s Health, 19(2), 164–176.
ACOG Committee Opinion Number 543 (2012) Timing of Umbilical Cord Clamping.
Hutton, E.K., Hassan, E.S. (2007). “Late vs early clamping of the umbilical cord in full-term neonates: systematic review and meta-analysis of controlled trials”. Journal of the American Medical Association, 297(11): 1241-52.
McDonald, S.J. et al. (2013) Effect of timing of umbilical cord clamping of term infants on mother and baby outcomes. Cochrane Database Systematic Review, July 11. McDonald, S.J. et al. (2013) Effect of timing of umbilical cord clamping of term infants on mother and baby outcomes. Cochrane Database Systematic Review, July 11.
Rabe, H. et all. (2012) Effect of timing of umbilical cord clamping and other strategies to influence placental transfusion at preterm birth on maternal and infant outcomes. Cochrane Database Systematic Review, Aug 15.
domingo, 15 de março de 2015
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terça-feira, 3 de março de 2015
A revista da FAPESP trouxe no número de fevereiro a relação entre as cesarianas desnecessárias e a crescente quantidade de prematuros no Brasil.
Para o artigo on-line: http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/02/13/antes-da-hora/
Para baixar o pdf: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2015/02/018-023_Prematuros_228.pdf?94b408
sexta-feira, 20 de junho de 2014
É possível que a placenta tenha funções bem mais amplas do que sabemos hoje
Publicado no New York Times:
Bactérias placentárias podem afetar o tempo de nascimentos e a composição do intestino do bebê. Esta possibilidade inclui os bebês nascido por parto vaginal e os nascidos por cesariana.
Para saber mais siga o link: http://www.nytimes.com/2014/05/22/health/study-sees-bigger-role-for-placenta-in-newborns-health.html
Bactérias placentárias podem afetar o tempo de nascimentos e a composição do intestino do bebê. Esta possibilidade inclui os bebês nascido por parto vaginal e os nascidos por cesariana.
Para saber mais siga o link: http://www.nytimes.com/2014/05/22/health/study-sees-bigger-role-for-placenta-in-newborns-health.html
quinta-feira, 22 de maio de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Bons ventos vindos no norte...
O American College of Obstetricians and Gynecologysts (ACOG) decidiu concordar com uma curva de evolução do trabalho de parto proposta em 2002, em substituição ao consenso internacional de 1952. Existe uma força tarefa chamada Safe prevention of the primary cesarina delivery, que deverá publicar bastante material sobre o assunto. O artigo com o novo consenso pode ser lido no site da ACOG em: http://www.acog.org/Resources_And_Publications/Obstetric_Care_Consensus_Series/Safe_Prevention_of_the_Primary_Cesarean_Delivery#table1
Quando vocês abrirem o artigo verão que a morte materna foi mais de 4 vezes maior, e que a morbidade respiratória dos recém-nascidos foi até 4 vezes maior, na comparação com os processos de parto e nascimento vaginais. A conclusão da ACOG reforça nossa convicção de a cesariana terá seu risco justificado quando realizada nas emergências maternas e fetais.
Segundo a ACOG, com base em Zhang (2002), a fase ativa do trabalho de parto é definida pela dilatação cervical de 6cm, com bolsa rota. Além disso, a famosa distócia de progressão (temida situação em que o trabalho de parto não evolui) é determinada por um período de 4 hora de contrações efetivas, ou 6 horas de contrações ineficazes. É importante notar que durante as tais 6 horas de contrações ineficazes não há indicação de ocitocina!
A tabela 3 (Recommendations for the Safe Prevention of the Primary Cesarenan Delivery) traz, entre outras recomendações, as seguintes:
Quando vocês abrirem o artigo verão que a morte materna foi mais de 4 vezes maior, e que a morbidade respiratória dos recém-nascidos foi até 4 vezes maior, na comparação com os processos de parto e nascimento vaginais. A conclusão da ACOG reforça nossa convicção de a cesariana terá seu risco justificado quando realizada nas emergências maternas e fetais.
Segundo a ACOG, com base em Zhang (2002), a fase ativa do trabalho de parto é definida pela dilatação cervical de 6cm, com bolsa rota. Além disso, a famosa distócia de progressão (temida situação em que o trabalho de parto não evolui) é determinada por um período de 4 hora de contrações efetivas, ou 6 horas de contrações ineficazes. É importante notar que durante as tais 6 horas de contrações ineficazes não há indicação de ocitocina!
A tabela 3 (Recommendations for the Safe Prevention of the Primary Cesarenan Delivery) traz, entre outras recomendações, as seguintes:
- Uma fase latente prolongada (mais 20h em nulíparas e mais de 14h em multíparas) não deve ser indicação de cesariana;
- Trabalho de parto lento, porém em progressão na primeira fase, não deve ser indicação de cesariana;
- A duração do período expulsivo se baseia em avaliações de baixo grau de evidência, portanto é sujeito a avaliações individuais, desde que não haja exaustão nem alteração da vitalidade fetal;
- Não se considera um período expulsivo prolongado antes de 3h para primíparas e 2h para multíparas, considerando puxos espontâneos;
- O parto vaginal é recomendável para gestações gemelares com o 1º feto em apresentação cefálica, mesmo com o 2º bebê em apresentação pélvica ou transversa.
Boa leitura!
sábado, 15 de março de 2014
Retratos da violência obstétrica
Visitem o site do projeto fotográfico "Retratos da violência obstétrica"!
O cotidiano de um tipo comum de violência cotra a mulher... 1 em cada 4 mulheres que pariram em hospitais públicos ou privados no Brasil, guardam para sempre as marcas da violência sofrida durante o parto.
Leia mais em http://carlaraiter.com/1em4/galeria/
Da galeira de fotos que o site disponibiliza eu escolhi as duas abaixo.
O cotidiano de um tipo comum de violência cotra a mulher... 1 em cada 4 mulheres que pariram em hospitais públicos ou privados no Brasil, guardam para sempre as marcas da violência sofrida durante o parto.
Leia mais em http://carlaraiter.com/1em4/galeria/
Da galeira de fotos que o site disponibiliza eu escolhi as duas abaixo.
quinta-feira, 13 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
sexta-feira, 7 de março de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Leite Materno & Co.
A Revista da Fiocruz, Radis, de janeiro trouxe uma nota importante relativa à Nestlé!
A empresa está patenteando os componentes do Leite Humano. Isto é possível graças à definição das células humanas, que são equiparadas aos fármacos, pela agência norte-americana que regula fármacos e alimentos (FDA é a sigla em inglês). No processo, a empresa é a "Prolacta Biosciences" e um dos seus diretores é um executivo da Nestlé... Já deu pra entender, não é mesmo?!
Sigam o link para mais algumas informações: http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/conteudo/leite-materno-co
Temos motivos para nos orgulhar:
O Brasil tem a maior Rede de Bancos de Leite Humano do mundo. O Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano, com sede no Instituto Fernandes Figueira/Fuicruz, foi premiado em 2009 pela OMS e pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento como uma das iniciativas que mais contribuíram para o desenvolvimento humano no Hemisfério Sul, fornecendo gratuitamente soluções práticas que podem ser repetidas, expandidas ou adaptadas por outros países. Em 2012, 178 mil mulheres doaram 165 mil litros de leite e milhares de bebês foram amamentados, sem a mercantilização do corpo humano!
A empresa está patenteando os componentes do Leite Humano. Isto é possível graças à definição das células humanas, que são equiparadas aos fármacos, pela agência norte-americana que regula fármacos e alimentos (FDA é a sigla em inglês). No processo, a empresa é a "Prolacta Biosciences" e um dos seus diretores é um executivo da Nestlé... Já deu pra entender, não é mesmo?!
Sigam o link para mais algumas informações: http://www6.ensp.fiocruz.br/radis/conteudo/leite-materno-co
Temos motivos para nos orgulhar:
O Brasil tem a maior Rede de Bancos de Leite Humano do mundo. O Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano, com sede no Instituto Fernandes Figueira/Fuicruz, foi premiado em 2009 pela OMS e pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento como uma das iniciativas que mais contribuíram para o desenvolvimento humano no Hemisfério Sul, fornecendo gratuitamente soluções práticas que podem ser repetidas, expandidas ou adaptadas por outros países. Em 2012, 178 mil mulheres doaram 165 mil litros de leite e milhares de bebês foram amamentados, sem a mercantilização do corpo humano!
domingo, 29 de dezembro de 2013
O que estamos fazendo com a nossa espécie?
Home or Hospital? Holding the Space for Human Birth: Saraswathi Vedam
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A banalização da violência obstétrica no cotidiano das maternidades
Segue abaixo o resumo e o link do artigo intitulado Violência institucional, autoridade médica e poder nas maternidades sob a ótica dos profissionais de saúde publicado no periódico Cadernos de Saúde Pública, na edição de novembro.
As autoras do artigo são Janaina M. de Aguiar, Ana Flávia P. L. de Oliveira e Lilia B. Schraibe
http://www.scielo.br/pdf/csp/v29n11/15.pdf
Em resumo, o artigo traz uma discussão sobre a violência institucional em maternidade sob a ótica dos profissionais de saúde. Foram entrevistados 18 pessoas que trabalham na rede pública e privada (médicos obstetras, enfermeiras e técnicas em enfermagem), sobre experiência profissional e conceito de violência. Os resultados mostram que os profissionais citam práticas discriminatórias e desrespeitosas às gestantes, parturientes e puérperas (jargões pejorativos como formas de humor, reprimendas e negligência no manejo da dor), mas geralmente não as reconhecem como formas de violência. Estes exemplos de práticas do cotidiano são tratados pelos entrevistados como exercícios de autoridade, num contexto considerado "difícil". Segundo as autoras, este contexto revela a banalização da violência institucional travestida de boa prática. O que parece ser feito para o bem da paciente torna invisível a violência no cotidiano da assistência.
As autoras do artigo são Janaina M. de Aguiar, Ana Flávia P. L. de Oliveira e Lilia B. Schraibe
http://www.scielo.br/pdf/csp/v29n11/15.pdf
Em resumo, o artigo traz uma discussão sobre a violência institucional em maternidade sob a ótica dos profissionais de saúde. Foram entrevistados 18 pessoas que trabalham na rede pública e privada (médicos obstetras, enfermeiras e técnicas em enfermagem), sobre experiência profissional e conceito de violência. Os resultados mostram que os profissionais citam práticas discriminatórias e desrespeitosas às gestantes, parturientes e puérperas (jargões pejorativos como formas de humor, reprimendas e negligência no manejo da dor), mas geralmente não as reconhecem como formas de violência. Estes exemplos de práticas do cotidiano são tratados pelos entrevistados como exercícios de autoridade, num contexto considerado "difícil". Segundo as autoras, este contexto revela a banalização da violência institucional travestida de boa prática. O que parece ser feito para o bem da paciente torna invisível a violência no cotidiano da assistência.
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